quarta-feira, 11 de março de 2009

Trabalho sobre Cooperativismo

Saudações!

No fim do ano passado (4º bimestre), realizei com duas turmas um trabalho envolvendo o tema "Cooperativismo" e a linguagem do Stop Motion.

Abaixo, os objetivos e o cronograma das atividades, que deram um resultado extremamente interessante.

PROJETO COOPERATIVISMO

Objetivo Geral:

 Refletir sobre a importância do cooperativismo na vida cotidiana, conhecendo seus valores e buscando meios de colocá-los em prática.

 Objetivos Específicos:

  • Refletir sobre o conceito de cooperativismo, conhecendo suas raízes históricas no mundo.
  • Conhecer os valores do cooperativismo, refletindo sobre como estes podem fazer parte de seu cotidiano.
  • Conhecer a técnica do Stop Motion, refletindo sobre as possibilidades de criação no tema proposto.
  • Pesquisar o recorte temático escolhido para seu vídeo, acrescentando novas idéias para a elaboração do vídeo.
  • Produzir as fotografias seqüenciais de seu vídeo, percebendo a importância da cooperação no processo de trabalho.
  • Finalizar o vídeo na técnica ensinada, inserindo trilha sonora e créditos.
  • Organizar o evento de estréia dos vídeos, prestigiando os trabalhos criados pelos colegas.

Metas:

Com a elaboração dessa proposta educativa espera-se que os alunos sejam capazes de:

 - Conhecer a origem do cooperativismo.

- Perceber a importância dos valores do cooperativismo para sua vida pessoal.

- Aprender a desenvolver a técnica do Stop Motion.

- Valorizar os trabalhos dos demais colegas, procurando agir cooperativamente durante todo o processo educativo.

 Conteúdo:

 Exemplos de Cooperativismo

A cooperação entre os seres humanos inicia na família, onde são fundamentais para a sobrevivência as relações entre o pai e a mãe, na função de suprir as necessidades básicas dentro e fora do lar, e dos filhos na obediência aos preceitos por eles estabelecidos. Desta maneira, todos alcançarão uma convivência agradável, podendo comunicar-se com segurança, usufruindo de direitos e cumprindo deveres.

Somente pela união o ser humano pode remover grandes obstáculos que se apresentam em suas jornadas. Sozinho, jamais o carreteiro poderia remover a grande pedra que surgiu em seu caminho.

Com a ajuda de seus semelhantes, unindo idéias e forças, a estrada do sucesso estará sempre livre para o ser humano.

Um grande exemplo de cooperação existente em Santa Catarina observa-se com a família na localidade de Bom Futuro, no município de Garuva. O casal e as famílias de seus filhos encontraram na ajuda mútua a forma de administrar uma propriedade que começou com 25 hectares e atualmente já conta com 80 hectares, o indispensável para que todos tenham uma convivência digna, segura e confortável. É uma autentica lição de cooperação.

 O que é Cooperar? Deriva etimologicamente da palavra latina “cooperari”, formada por “cum” (com) e “operari” (trabalhar), e significa agir simultaneamente ou coletivamente com outros para um mesmo fim, ou seja, trabalhar em comum para o êxito de um mesmo propósito.

 O que é Cooperação? Método de ação pelo qual os indivíduos ou famílias com interesses comuns constituem um empreendimento.  Neste, os direitos de todos são iguais e o resultado alcançado é repartido somente entre os integrantes, na proporção da participação societária nas atividades.

 O que é Cooperativismo? É uma doutrina, um sistema, um movimento ou simplesmente uma atitude ou disposição que considera as cooperativas como uma forma ideal de organização das atividades sócio-economicas da humanidade.

 

O que é Cooperativa? Cooperativa é uma associação de pessoas com interesses comuns, organizada economicamente e de forma democrática, com a participação livre de todos os que têm idênticas necessidades e interesses, com igualdades de deveres e direitos para a execução de quaisquer atividades, operações ou serviços.

As origens do Cooperativismo

Os povos antigos já praticavam a cooperação na luta pela sobrevivência.

Na Babilônia, No Egito e na Grécia já existiam formas de cooperação muito bem definidas nos campos de trigo, no artesanato e no sepultamento.

Quatrocentos anos antes de Cristo, na China, os mercadores freqüentemente sofriam prejuízos aos naufragarem nas águas do rio Yang-Tsé. Em busca de solução para o problema, organizavam-se em grupos de 10, levando cada barco uma caixa de mercadorias de cada um dos companheiros. Assim, quando ocorria um naufrágio, o prejuízo era dividido entre todos, evitando que o dono da embarcação e sua família sofressem privações durante muito tempo.

Uma das formas mais definidas de cooperação foi constatada no século XV, quando do descobrimento da América, onde foram encontradas as civilizações Asteca, Maia e Inca, vivendo um regime de verdadeira ajuda mútua. Regime este sustentado pela organização agrária, através do qual o rei mantinha soberania sobre a terra, repartindo-a entre os súditos para a exploração e usufruto, na modalidade de propriedade familiar, passando de pai para filho desde que fossem cumpridas algumas normas, tais como:

  • Divisão do resultado das colheitas, proporcional ao trabalho de cada um;
  • Reserva de uma parte como tributo ao rei e outra para sustento de crianças e dos idosos;
  • Construção coletiva de sistemas de irrigação a exemplo do que era feito no combate as pragas;
  • Obras de defesa e embelezamento nos locais a eles destinados;
  • Celebração coletiva de festas religiosas;
  • Adoção do costume de empréstimo de sementes, pelo grupo, para o próximo plantio, àquele que perdesse sua colheita.

Esses são exemplos antigos de como os seres humanos agiam cooperativamente uns com os outros, com objetivos em comum.

Essa foi se mostrando, ao longo da história, a melhor maneira de se obter objetivos para todos. A partir da segunda metade do 2º milênio começaram a surgir diversos exemplos de ação cooperativa, o que dura até os dias de hoje, pois o ser humano descobriu que agindo cooperativamente tem muito mais chances de obter sucesso do que sozinho.

Recursos necessários:

Para a elaboração do projeto será necessário:

Para as aulas explicativas: textos e imagens acerca da história do cooperativismo, multimídia, sala de vídeo.

Para as aulas práticas: papel A4 (aproximadamente 300 folhas), papel cartão nas cores: preto, branco, amarelo, vermelho, rosa e azul (duas folhas de cada cor); cartolina branca (10 unidades); dvd do filme “O estranho mundo de Jack”; cópias em xerox do roteiro de produção em stop motion (50 cópias); programa Windows movie maker compatível ao Linux; máquinas fotográficas (três); tripés para máquina fotográfica (três); sala informatizada.

Desenvolvimento:

 

v     1ª aula: Abordagem do histórico do cooperativismo e seus valores. Dinâmicas para fixação do conteúdo. (dinâmica do presente).

v     2ª aula: Apresentação de vídeos produzidos em Stop Motion. Reflexão sobre as etapas de produção. Assistir à animação “O estranho mundo de Jack” e debater questões técnicas do filme.

v     3ª aula: Pesquisa teórica para elaboração do roteiro do filme. As equipes deverão procurar nos livros de cooperativismo o recorte que desejam produzir em stop motion. Depois disso, eles receberão um roteiro que deverão preencher com a seqüência do filme quadro a quadro. Eles terão também que listar os materiais necessários para a aula seguinte.

v     4ª aula: Nessa etapa do trabalho, os alunos terão um tempo para montar seus cenários (que já deverá estar esquematizado) e começar a sessão de fotos. Se houver tempo hábil, é importante descarregar as máquinas em um computador.

v     5ª aula: Nessa aula, os alunos serão encaminhados para a sala informatizada, onde darão início ao processo do trabalho em que o filme será montado. Os passos serão seguidos em conjunto, havendo suporte para cada grupo em particular, de acordo com as dificuldades.

v     6ª aula: Diante da complexidade da elaboração do filme, os grupos terão ainda essa aula para finalizar seus trabalhos, acrescentando a trilha sonora desejada e os detalhes adicionais, como créditos e título.

v     7ª aula: Os momentos de apresentação serão divididos em quatro períodos de meia hora. A cada período, os grupos farão uma fala dos aprendizados sobre cooperativismo e sobre a técnica do stop motion, em seguida havendo a exibição dos vídeos produzidos.


Esse trabalho foi bastante aproveitado pelos alunos, que se interessaram pela técnica e também buscaram formas criativas de abordar o assunto estabelecido.

 

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Animação em Stop Motion

Fiz esse curso em animação em stop motion, pela equipe de Desenho Animado Ambiental, da Univille. Devo dizer que achei o curso muito bom, a proposta é viável de se aplicar com os alunos, e além de ser uma atividade extremamente divertida e envolvente, tem um resultado ótimo!
A proposta que recebemos no curso foi o Meio Ambiente, produzir pequenos filmes que levassem à reflexão e à preservação do meio ambiente!
Meu vídeo ficou absolutamente fantastico, modéstia à parte, é claro...

A sequencia didática deve se dar na seguinte ordem:

- Lançar o tema (como meio ambiente, por exemplo)
- Pedir que eles coloquem no papel todas as idéias que possuem em um resumo. Depois do resumo eles devem escrever cena por cena, e se possível, desenhar também.
- A melhor parte: fotografar! As cenas serão compostas por uma sequencia de fotos (o mesmo efeito do bloquinho de papel desenhado). É preciso pensar em cada detalhe, cada movimento de cada personagem vai influenciar muito na elaboração do vídeo!
- Depois de descarregar todas as fotos no computador, vem a parte gráfica... é preciso baixar um programa (muito fácil e gratuito) chamado Monkey Jam. Esse programa faz com que as fotos possam ser vistas como um pequeno vídeo.
- Em seguida, é só abrir esses vídeos no Windows Movie Maker e acrescentar as músicas!

É um projeto extenso, mas certamente será muito enriquecedor! Além de ser uma linguagem visual, pois devemos pensar sempre em aproximar nossos alunos da arte que está sendo produzida na atualidade, ou seja, a arte contemporânea!

Com essa técnica, certamente os alunos se sentirão um pouco diretores e cineastas... rsrs

Para todos, aí está meu querido vídeo!


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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Ditados e Expressoes Populares







Os ditados populares e expressões são um tema extremamente rico para a abordagem em sala de aula. Existem várias posibilidades artísticas sobre esse tema; como criação de desenhos, pinturas ou encenações sobre os ditados.



Minha opção de trabalho foi a da linguagem da fotografia, em que os alunos recebiam um ditado e, em grupos, precisavam pensar numa forma de representá-lo através de imagem fotográfica.







Inicialmente, expliquei o que eram os ditados através de uma apresentação de algumas fotos, encontradas na internet, colocadas abaixo, na forma de apresentação em power-point.










Em seguida, lancei o desafio para os alunos. Primeiro, eles receberam um ditado, que deveriam tentar interpretar. Em seguida, eu lhes entreguei a explicação do ditado, que eles deveriam apresentar ao grupo. Por fim, cada grupo procurou os materiais para produzir fotos auto-explicativas do ditado.


Abaixo, algumas produçoes dos alunos dentro dessa proposta de trabalho:

Pensando na morte da bezerra.



Varrer para debaixo do tapete

Eles ainda fizeram outros ditados, cada um do seu jeito. O resultado foi muito legal e o envolvimento dos grupos melhor ainda.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Folclore - atividades práticas Bumba meu boi

Como abordar o folclore de forma mais efetiva? Além de estudar as lendas e criar desenhos, é possível ainda produzir dobraduras e miniaturas dos personagens lendários, além de fazer fantoches.
Encontrei essas dicas na net, enquanto pesquisava sobre o tema, e também recebi muito material de amigas, principalmente professoras. Espero que ninguém se sinta desrespeitado ao ver a atividade publicada aqui. Minha única intenção é compartilhar por completo meu processo pedagógico, que envolveu muitas atividades diferentes.


Bumba Meu Boi (Boi de Mamão)


Achei essas miniaturas lindas! Pretendo fazer ambas com os alunos na próxima segunda feira!
BOI DE SUCATA
Material Necessário:
• Cola Branca
• Rolo de papel higiênico
• Copinho de Danoninho
• Fitas coloridas
• Papeis coloridos (cartão preto e maleável da cor de preferência )
• Pincel
• Lantejoulas e paetês
• Olhinhos
• Palitos de sorvete
• Tesoura
Observe as figuras para montar o boi



• Pegue os palitos de sorvete e quebre no meio. Em seguida cole os palitos no rolo de papel higiênico para formar as patas do boi.
• Recorte o pote de Danoninho para obter o formato da cabeça do boi. Note que a parte debaixo é arredondada.

• Cole lantejoulas escuras para criar o focinho do boi.
• Cole os olhos nas laterais da cabeça.
• Desenhe chifres em papel cartão preto e cole-os atras das orelhas do boi.



• Recorte um pedaço de papel colorido (maleável) no tamanho de 15 cm x 10 cm para criar a capa do boi.
• Decore a capa com lantejoulas, paetês e fitas.


Depois de prontos os bois é só brincar, cantar e dançar com as crianças!






Fonte: www.projetospedagogicosdinamicos.com - Tem várias dicas para atividades.

Esse é mais complicado, mas vou postar de qualquer maneira, pois fica lindo!





Fonte: http://cantinhoalternativo.blogspot.com/search/label/folclore - um blog muito lindo e cheio de idéias!

Bom, por enquanto fico por aqui, espero que essas idéias ajudem!!!

Bjos a todos!

sábado, 16 de agosto de 2008

Folclore II

Olá!!!

Estou postando algumas das atividades que escolhi para trabalhar o projeto abaixo, com tema no folclore.


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Esse vídeo é bem interessante, os alunos adoraram! Pediram-me para passar ele mais vezes, para conseguirem cantar junto. É uma ótima atividade para se fazer.

Quando voltamos para a sala, entreguei a eles uma folha com partes da parlenda e desenhos, que eles deveriam substituir por palavras.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O Folclore


As minhas próximas postagens vou disponibilizar o material que consegui sobre o Folclore.

Fiz uma pesquisa bem vasta, procurando o maior número de informações e atividades para abordar esse tema. Assim, acredito que muitas das idéias colocadas aqui poderão ser de alguma serventia para os professores de outras áreas, além de Artes, que é o foco principal.


Abaixo está o projeto, e aos poucos vou acrescentando outras contribuições!


Justificativa:


A realização dessa proposta pedagógica, a realizar-se de 04 de agosto a 22 de setembro de 2008, sob o tema Folclore, tem como objetivos proporcionar aos alunos o contato com as mais variadas formas de cultura popular: lendas, cantigas, parlendas, trava-línguas e brinquedos e brincadeiras tradicionais. Com a realização desta proposição educativa, espera-se que o aluno seja capaz de reconhecer os elementos do folclore em seu cotidiano, além de refletir sobre as brincadeiras de seus pais e parentes, através de uma pesquisa.

Objetivo Geral:


Conhecer as características do folclore brasileiro, vivenciando manifestações da cultura popular e mundo lendário do nosso país.

Objetivos Específicos:


Conhecer alguns elementos básicos do folclore, vivenciando os conhecimentos através de vídeos e textos.
Aprofundar os conhecimentos acerca do folclore, refletindo sobre alguns personagens lendários importantes.
Conhecer as lendas do Saci-Pererê, Negrinho do pastoreio e da Iara, produzindo trabalhos bidimensionais e dobraduras sobre o tema.
Estudar a lenda do Boi de Mamão, produzindo trabalhos tridimensionais e dobraduras.
Ampliar seus conhecimentos sobre o folclore, estudando as lendas do Curupira, Caipora e Boto Rosa.
Contextualizar os conhecimentos adquiridos sobre os personagens do folclore, criando fantoches dos personagens estudados.
Conhecer as músicas e brincadeiras populares, contextualizando com as músicas e brincadeiras atuais.
Compartilhar com os colegas um brinquedo seu, refletindo sobre a importância de brincar e de cuidar bem de seus objetos.
Produzir alguns brinquedos populares, relacionando as brincadeiras antigas à atualidade.

Metas:


Com a elaboração dessa proposta educativa espera-se que os alunos sejam capazes de:
- Pesquisar com familiares de crendices e provérbios usados ou apenas conhecidos;
- Conheçam e vivenciem algumas brincadeiras tradicionais;
- Produzam Fantoches dos personagens folclóricos;
- Criem um painel na sala com os personagens lendários;
- Estudem e interpretem as lendas;
- Resolvam caça palavras e cruzadinhas diversas;
- Produzam dobraduras de personagens lendários;

Conteúdo:

Folclore

Cada povo tem um jeito muito especial de compreender o que acontece à sua volta.Para explicar fenômenos naturais, forças desconhecidas, ou para contar passagens importantes da nossa História, as pessoas comuns de todas as raças e religiões criam mitos, lendas, danças, músicas, hábitos e tradições.O saber popular é aquele que atravessa o tempo pela comunicação oral das gerações, sendo recontado, falado, declamado ou cantado.Boto, Cuca, Curupira, Saci-Pererê, Lobisomem, Mula-Sem-Cabeça existem na fantasia e imaginação de milhares de pessoas e fazem parte, de alguma maneira, da nossa memória.Folclore, portanto, é o conjunto das tradições, conhecimentos, crenças populares, lendas, músicas, danças, advinhações, provérbios, superstições, brinquedos, jogos, poesias, artesanatos, contos, enfim, tudo o que faz parte da cultura e memória de um povo.Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um País, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima. Recursos necessários:
Para a elaboração do projeto será necessário:
Para as aulas explicativas: textos, imagens, dvd e televisão, livros de Folclore, cd com desenhos e filmes sobre o tema.
Para as aulas práticas: papel A4, papel craft, lápis, tinta guache, pincel, lápis de cor, giz de cera, revistas, tesoura, cola, canetinhas, materiais para a confecção dos fantoches (tecido, papel camurça, feltro, botões, etc).

Cronologia:


O tempo estimado para o desenvolvimento desse projeto é de 9 aulas. O prazo poderá ser estendido mediante necessidade.


Desenvolvimento:

v 1ª aula:
Abordagem do tema Folclore. Conversar com os alunos sobre o que eles conhecem sobre o Folclore. Pedir que façam um desenho sobre o que sabem. Passar um texto explicativo. Apresentar vídeos.

v 2ª aula:
Conversar com os alunos sobre as lendas e mitos, além de contos populares. Contar alguns contos da carochinha.

v 3ª aula:
Estudo aprofundado dos personagens folclóricos: Saci – através de contação de história, cruzadinhas, caça-palavras e dobradura e a Iara, dobraduras e desenhos e Negrinho do Pastoreio, escuta da história e dobradura.

v 4ª aula:
Estudo da lenda do Bumba-Meu-Boi, ou Boi de Mamão. Abordagem da história e tradição local. Criação do boi em dobraduras e com materiais recicláveis. Colagem no painel e exposição dentro da sala.

v 5ª aula:
Estudo do Curupira e Caipora. Músicas sobre o tema. Dobradura do Curupira e desenho da Caipora. Estudo da lenda do Boto-Rosa, com a produção de dobradura.

v 6ª aula:
Elaboração dos móbiles do folclore. Finalização do trabalho sobre os personagens lendários com criação de fantoches.

v 7ª aula:
As Brincadeiras – Analisar Junto com os alunos as brincadeiras que seus pais e avós gostavam. Listar no quadro as principais, e depois interrogá-los das brincadeiras que eles mais gostam. Refletir sobre as mudanças de uma geração para a outra. Apresentar aos alunos algumas das brincadeiras tradicionais: Pega-Pega, Esconde-Esconde, Estátua, Gato-Mia, entre outras, tendo um momento lúdico. Solicitar que na aula seguinte cada um traga para a escola um brinquedo que goste.

v 8ª aula:
Os brinquedos. Os alunos mostram para os colegas o brinquedo que trouxeram. Contextualizar com eles a questão dos brinquedos tradicionais, feitos pelas próprias crianças: peteca, pião, pipa, etc. Refletir sobre a importância de brincar. Apresentar o filme “Toy Story”, e conversar com os alunos sobre como devemos cuidar dos brinquedos.

v 9ª aula:
Estudo de alguns brinquedos tradicionais: confecção de petecas, cata-ventos, elástico, pé de lata. Momento lúdico para as brincadeiras.


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Os estereótipos - Como exterminar esses vilões da criatividade!





Quem é professor de Artes certamente já se deparou com os famosos desenhos estereotipados, que os alunos aprendem a fazer desde sempre (ao que parece).



Apesar de lindinhos e bem feitos, esses desenhos são um verdadeiro vírus malígno para a criatividade dos alunos, além de dar uma grande dor de cabeça aos professores que querem realmente fazer um trabalho que produza os frutos que o ensino contextualizado da Arte pode trazer.



Pensando nisso, escrevi esse projeto, que leva cerca de cinco aulas, mas pode ser estendido, mediante a necessidade.



ESTEREÓTIPOS



Justificativa:


A realização dessa proposta pedagógica, tem por objetivo abordar os desenhos estereotipados, conhecidos como Estereótipos. Esses desenhos simplificados, que os alunos têm o costume de fazer desde as séries iniciais, prejudicam visivelmente a criatividade, limitando o processo criativo do aluno.
Com esse projeto de ensino, espera-se que os alunos sejam capazes de produzir desenhos criativos, dentro de suas possibilidades técnicas, compreendendo a riqueza que a Arte pode proporcionar à sua vida, através do estímulo à imaginação.

Objetivo Geral:



Conhecer maneiras de produzir desenhos livres do estereótipo, percebendo sua própria capacidade criativa.

Objetivos Específicos:



Compreender o que é o estereótipo e como ele é usado no dia a dia, refletindo sobre maneiras de romper com essas idéias.
Produzir um desenho criativo, percebendo como é possível criar desenhos sem que sejam estereotipados.
Criar uma campanha contra o uso do estereotipo nas aulas de Artes, refletindo sobre a importância da criatividade na vida.

Metodologia:



O trabalho acontecerá, basicamente, em duas etapas:
- Aulas expositivas dialogadas – em que será explicado o que é o estereótipo.
- Aulas práticas – nessas aulas os alunos produzirão desenhos fugindo à “regra do estereótipo”.

Metas:



Com a elaboração dessa proposta educativa espera-se que os alunos sejam capazes de:
- Compreender o que é o estereótipo e como ele é utilizado em seu dia a dia.
- Refletir sobre novas maneiras de criar desenhos.
- Perceber as diferenças estéticas entre desenhos criados com a imaginação e os desenhos estereotipados.

Recursos necessários:



Para a elaboração do projeto será necessário:
Para as aulas práticas: papel A4, lápis, lápis de cor, giz de cera.

Cronologia:
O tempo estimado para o desenvolvimento desse projeto é de 6 aulas. O prazo poderá ser estendido mediante necessidade.

Desenvolvimento:
v 1ª aula: Aula expositiva dialogada o estereótipo. Dividir o quadro em quatro partes e pedir que os alunos desenhem: casa, árvore, paisagem e flor. O resultado normalmente é o mesmo (desenho acima). Levá-los a refletir sobre as criações que fizeram. Solicitar para que, em casa eles pesquisem formas de fazer aqueles desenhos de uma maneira mais realista e tragam na próxima aula material de apoio (fotos, imagens, etc).
v 2ª aula: Aula prática. Nessa aula, apresentar diversas imagens dos elementos da aula passada, junto com o material que os alunos trouxeram. Eles deverão recriar esses elementos, fugindo totalmente do estereótipo. Os alunos terão que recriar os quatro desenhos propostos na primeira aula (casa, árvore, paisagem e flor).
v 3ª aula: Aula prática. Criação dos desenhos sem ser estereótipos.
v 4ª aula: Aula prática. Os alunos trarão cartolinas, e em grupos, criarão uma campanha contra o uso dos estereótipos. Deverão apresentar como se fosse uma propaganda de televisão.
v 5ª aula: Aula prática. Continuação do exercício anterior. Elaboração dos cartazes, criação da propaganda.


v 6ª aula: Aula prática. Apresentação dos cartazes.

Avaliação:

No processo avaliativo o aluno será observado em todos os níveis de conhecimento que envolvem: atenção, percepção, raciocínio, imaginação, transformação, participação, envolvimento com as linguagens e explicações e finalmente, linguagem, ou seja, o produto final.


Procuro fazer esse projeto com todas as turmas que inicio a dar aula, o resultado é muito bom. A partir de então os alunos se policiam uns aos outros para não fazerem os desenhos estereotipados.
Mas todos têm sempre a mesma reação; parece que lhes foi tirado o chão! É muito interessante. Mas aos poucos vão conseguindo criar coisas novas, e dessa maneira seus trabalhos se tornam muito mais criativos.